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Alguns trechos sobre golfinhos retirados da internet.

Estudos sobre golfinhos...
Inteligência...
São diversos os fatores que afetam aquilo a que chamamos de "inteligência". O principal componente é a habilidade que se tem de comunicar. Um humano pode ser extremamente inteligente mas se dispender todo o seu tempo em tentar sobreviver, então não restará tempo para o pensamento. Tempo livre é então um grande fator, e os golfinhos têm-no em abundância.
Em primeiro lugar, os golfinhos não dormem como nós, eles são capazes de "desligar" uma parte do cérebro por minutos numa determinada altura ao longo do dia. Muito raramente "desligam" o cérebro completamente. Isto é necessário porque os golfinhos necessitam de respirar ar pelo menos uma vez em cada 8 minutos. As únicas coisas que um golfinho faz é comer grandes quantidades de peixe e brincar.
A comunicação entre espécies é também necessária. Os golfinhos usam uma linguagem por assobios que é 10 vezes mais rápida que a nossa fala e 10 vezes mais alta em frequência. Para que um golfinho falasse com a nossa velocidade, seria como se um humano tentasse falar com um trombone, muito muito lento. Para um golfinho, tentar falar com a nossa frequência e velocidade, o resultado seria o seguinte:
nós...........fa...la........mos......mu....i....to..........de..........va..........gar............
É muito difícil para nós falarmos assim tão devagar, e para os golfinhos também.
Outra particulariedade na comunicação dos golfinhos é o sonar, que lhes permite determinar as reações internas de outros golfinhos, humanos, peixes, etc. Imaginem sabermos como se sentem todas as pessoas à nossa volta, se estam alegres, tristes, zangadas. Ninguém poderia enganar ou mentir. Isto deve-se a mudanças psicológicas que ocorrem dentro de nós quando pensamos em determinadas coisas.
Também através do sonar um golfinho consegue ver se alguém está ferio ou não. Eis um caso real:
Uma senhora que se encontrava numa piscina com golfinhos era continuamente empurrada para fora da piscina. Uns minutos mais tarde, ela colapsa com dores. No hospital descobre que tinha uma hemorragia interna, que os golfinhos muito provavelmente tinham dado conta. Como não havia mais ninguém por perto na piscina, e a distância entre a linha de água e o cimo da piscina era grande, os golfinhos tentaram a custo impedi-la de ficar na piscina, e assim salvaram-lhe a vida.
A única coisa que os cetáceos não têm é uma maneira de registar a linguagem tal como a escrita. Uma idéia seria construir um programa de computador que permitisse traduzir os assobios dos golfinhos em escrita e gravar; e vice-versa, passar o nosso texto para linguagem de golfinhos. Isto já foi feito com chimpanzés e resultou surpreendentemente. Ora tendo em conta que os golfinhos são muito mais inteligentes que os chimpanzés, porque não tentar o mesmo?
Do site: http://www.terravista.pt/ancora/1440/gol9.htm
Os soberanos do mar, 02.04.1998
http://jornal.atarde.com.br/98/arq04_98/mu0218.html
Inteligentes, organizados e com excelente visão, os cetáceos (botos, baleias e golfinhos) têm muito a ensinar ao homem, mas estão sob constante ameaça de pessoas desinformadas e inescrupulosas. Visando garantir a sobrevivência da espécie, diversos grupos ambientalistas lutam para conscientizar pescadores e a sociedade de uma maneira geral sobre a importância de se preservar os golfinhos, as baleias e os botos, ressaltando a sua importância para o ecossistema marinho. Uma dessas entidades, o Mama, vem promovendo e desenvolvendo estudos de preservação ao longo do litoral baiano, conhecendo a bioecologia desses majestosos animais e os locais de maior incidência.
Texto de Jacqueline Moreno Machado
Uma sociedade organizada, com um sentimento de grupo de surpreender o mais disciplinado dos mortais. Uma espécie encantadora, ágil, versátil e dona de uma leveza digna de ser espelhada nos atos dos mais perfeccionistas malabaristas e bailarinos da vida. Uma sociedade onde não há excluídos, nem órfãos, nem escassez. Bem que poderíamos estar falando da espécie Homo Sapiens que evoluiu, aprendeu com os seus erros e se redimiu diante da sua própria ganância e sede insaciável de poder.
Mas, como ainda não chegamos nesse estágio, a natureza se encarregou de deixar um belo exemplo de seres marinhos, pertencentes à família dos cetáceos, conhecida como golfinhos, baleias, botos e cachalotes que, além de exercerem um enorme fascínio nos amantes da terra e do mar, são experts em assuntos de família. É só olhar para eles e perceber o seu espírito de liderança, sensibilidade e harmonia. Quando abrem o bico, parece até que riem da nossa cara e da nossa eterna busca da felicidade. A gente fica de boca aberta com as suas piruetas e saltos rumo ao inusitado e até mesmo os mais cientistas dos humanos ainda não conseguiram desvendar os mistérios da inteligente e precisa comunicação dos golfinhos.
Com o objetivo de buscar mais informações sobre os soberanos do "Planeta Água", foi criada em abril de 1995, sem fins lucrativos, a Sociedade de Pesquisa e Preservação dos Mamíferos Marinhos e o Projeto Mama (Mamíferos Marinhos - Bahia), com base de pesquisa na Barra do Paraguaçu, Baía de Todos os Santos. A liderança do Mama vem promovendo e desenvolvendo estudos de preservação ao longo do litoral baiano, conhecendo a bioecologia desses majestosos animais e os locais de maior incidência.
Educação ambiental
A educação ambiental é lugar comum nas ações e diretrizes de trabalho do Mama. A equipe multidisciplinar composta por biólogos, veterinários, oceanógrafos, sociólogos, psicólogos, jornalistas, antropólogos e pescadores vem obtendo sucesso na conscientização das comunidades de pescadores e moradores da região. Através de visitas em localidades ribeirinhas, colônia de pesca, centros comunitários e escolas de 1º e 2º graus, a equipe do Mama dá palestras sobre os golfinhos e baleias, ressaltando a sua importância para o ecossistema marinho, alertando sobre a necessidade de preservação.
Resultado: 0% de capturas em algumas áreas de atuação e a esperança de que esse aprendizado seja passado de geração em geração.
"Já fizemos bastante progresso, mas precisamos de mais suporte das empresas privadas para não só conscientizar as pessoas, como também dar seguimento às nossas pesquisas e programas anuais", diz o presidente da sociedade e coordenador do projeto, Luciano Wagner. Segundo ele, não há barcos e viaturas suficientes para fiscalizar ou até mesmo socorrer os animais em caso de emergência. É justamente por isso que a equipe concentra bastante esforços na educação, no trabalho voluntariado e, na medida do possível, nas atividades científicas.
Além de apresentarem trabalhos científicos em congressos, os técnicos do Mama freqüentemente visitam e fazem estágios em outros grupos, projetos nacionais e internacionais, a exemplo do projeto Cetáceos - Rio de Janeiro, Museu Argentino de Ciências Naturais - Laboratório de Mamíferos Marinhos, Fundacion Cethus - Argentina, Mundo Marino - setor de Mamíferos Marinhos (Argentina), Universidade de Siena - Itália, Zoológico de Londres - Inglaterra, Zoológico da França, Cetacean Society International - USA, Mammal Research and Rehabilitation Center, Parque Zoobotânico Getúlio Vargas (Bahia) e Instituto Baleia Jubarte - Abrolhos (Bahia).
Resgate de lontras.
Durante o ano, a equipe do Mama tem um cronograma de trabalho cheio de desafios. O Programa de Resgate e Reabilitação de Lontras acontece logo no início do primeiro semestre. Os técnicos resgatam os filhotes de lontras cujas mães foram mortas por caçadores e depois de tratá-las eles as reintegram sãs e salvas à natureza. O local de maior incidência e aparição desses animais é a costa da Linha Verde, no litoral norte baiano. Luciano Wagner confirma que o desmatamento dos manguezais e da floresta nativa está causando danos não só a todo o ecossistema, como também deixando os animais mais vulneráveis e mais à vista dos seus inimigos.
Em meados de abril começa a campanha SOS Baleias, Botos e Golfinhos. A equipe e voluntários do Mama, em um verdadeiro exemplo de solidariedade e responsabilidade com a natureza, visitam as praias com um golfinho tamanho original, orientando a população como ser ecologicamente correta em caso de testemunhar um animal marinho preso na rede de pesca ou encalhado. Os técnicos também resgatam e tratam as beleias e golfinhos vítimas de doenças, fazem análises laboratoriais e procuram detectar as causas das enfermidades dos cetáceos. Segundo o presidente da Sociedade de Pesquisa e Preservação dos Mamíferos Marinhos e um dos coordenadores do projeto, Luciano Wagner, a poluição causada pelos resíduos químicos é também um dos principais responsáveis pela morte dos cetáceos.
A temporada das baleias Jubarte é um espetáculo à parte. Nos meses de junho a novembro, as cantoras dos sete mares dão um verdadeiro concerto harmônico nas águas mornas do litoral baiano. É tempo de acasalamento, de procriação. Nos bastidores, com o recurso da fotoidentificação, a equipe técnica faz a estimativa populacional da espécie, acompanha e protege as famílias que se encontram na Baía de Todos os Santos.
O Programa de Educação Ambiental nas comunidades e escolas é desenvolvido durante todo o ano letivo. Com o recurso de palestras, apresentação de vídeos, fotos e réplicas dos mamíferos marinhos, o Projeto Mama tem conquistado terreno e somado aliados nas suas frentes de batalha, tendo como mira a preservação. Já se pode retratar com lentes de otimismo, a progressiva mudança de comportamento. "Alguns pescadores preferem até danificar parte dos seus artefatos de pesca para libertar os golfinhos das malhas das redes", endossa o coordenador do projeto Luciano Wagner, acrescentando que o Mama espera que os profissionais e visitantes do mar resgatem o velho hábito de contemplar os golfinhos livres e brincalhões, saltando as suas tradicionais piruetas no ar. Ainda tem muito a ser feito, mas a filosofia do projeto é embasada na própria estratégia dos golfinhos: o processo de transformação e conscientização só pode acontecer com a união de esforços e interesses em comum.
População dos golfinhos.
Há quem acredite que o maior inimigo dos golfinhos seja o tubarão. Engano nosso! Hoje, os verdadeiros predadores dos mamíferos marinhos é o homem e as suas ações de poluição, pesca com explosivos e rede de espera, além do desmatamento dos manguezais. Para se ter a noção exata da quantidade de famílias de golfinhos, os famosos botos cinzas como preferem chamar os pescadores, os técnicos do Mama iniciaram uma contagem da população que habita na Bahia de Todos os Santos. O método utilizado é feito através da fotoidentificação, que consiste na fotografia digitalizada e posterior comparação das marcas naturais ou acidentais no dorso do mamífero. Em seguida realiza-se a etapa do cadastramento onde as fotos recebem uma letra, símbolo e número. Até hoje, já foi possível cadastrar dez animais adultos e 35 jovens (três desses últimos vêm sendo acompanhados desde o nascimento).
A catalogação acontece através da cor do animal ou de pequenas argolas colocadas nos mamíferos que encalham nas praias. As marcas funcionam como a impressão digital dos golfinhos e são facilmente reconhecidas. Diariamente a equipe multidisciplinar, incluindo oito estagiários e dois pescadores, monitora os golfinhos e tem como meta finalizar a contagem, prevista para ser concluída no final de 98.
A liderança é a marca registrada deles. Os machos têm a tarefa de se reciclarem com as fêmeas de outros grupos e conseqüentemente garantir a preservação e fortalecimento da espécie. A organização dos deslocamentos e agrupamentos é extremamente eficaz e a grande responsável pelo sucesso da segurança do grupo nos eventuais ataques e contra-ataques de predadores como os tubarões que venham a ameaçar as fêmeas e filhotes. O tamanho varia entre 1,40 e 1,90m para os machos e 1,30 e 1,82m para as fêmeas. Os tons cinza claro com o dorso mais escuro e o ventre esbranquiçado delineiam o corpo aerodinâmico desses animais, que podem pesar até 53 quilos. Os golfinhos habitantes da nossa baía, os Sotália fluviatilis, se alimentam de uma reduzida diversidade de peixes, compreendendo 28 espécies que formam cardumes, como por exemplo, as pititingas e tainhas.
Com relação a linguagem, os seus saltos e deslocamentos representam sinais de comunicação, mas não se conseguiu ainda se decifrar com exatidão o teor das informações. Sabe-se que os golfinhos têm inteligência e visão privilegiados e que se comunicam com os humanos com bastante indulgência, a ponto de serem utilizados na reabilitação de crianças com disfunção cerebral, autismo, síndrome de Down, traumas e recuperação da motricidade. E isso se deve muito ao amor incondicional que esses "mestres" marinhos sabem como ninguém ensinar. Excelentes aprendizes, cumprem as suas funções com eficácia, monitorando tempo para caçar, descansar, acasalar, liderar, amamentar, proteger e se responsabilizar pelo outro.
Excelentes comunicadores
Mas afinal, golfinhos e seres humanos vão um dia se comunicar fluentemente?
Essa interrogação está longe de um ponto final. Pesquisas direcionadas às duas espécies comprovam que, se o peso do cérebro e do corpo é referencial genuíno de inteligência, o homem é o vencedor, com 3.1 libras e 150 libras respectivamente dando uma média 2.1%, ficando o segundo lugar para os golfinhos, com 3.5 libras de peso cerebral e 110 libras para o corpo, média de 1.19% e o terceiro lugar para os chimpanzé com 75 libras, 110 libras e média de 75%.
Vale ressaltar porém a vantagem dos cetáceos sobre o homem: a sua inteligência continua crescendo a medida que se tornam mais maduros. O cérebro cresce em tamanho e na infância é exposto a muitos eventos onde a linguagem aumenta em complexidade de raciocínio. Nesse ranking, os golfinhos saem na frente apontando o mesmo peso cerebral humano - 1.400 gramas – na faixa etária de oito anos, enquanto nós só chegamos nesse estágio na faixa de dez a 17 anos. Esses dados evidenciam o seu avançado sistema de comunicação, além da sua perspicácia de captar as nossas mensagens com muita precisão. Nos resta agora com agora compreender os deles.
Nos Estados Unidos, um golfinho mantido em cativeiro (as leis brasileiras proíbem terminantemente qualquer tipo de cativeiro para essa espécie) em contato apenas com humanos, foi treinado para chegar a superfície e emitir um som quando qualquer palavra fosse ouvida. Após exame detalhado de todas as fitas gravadas, ficou evidente que 18% dos sons emitidos pelo animal era humano. Em outras palavras: eles sabem atender e imitar perfeitamente a nossa linguagem. Fala-se até na elaboração do dicionário "Golfinês", mas ainda tem muito chão, ou melhor, muita água pela frente.
Se existisse uma fórmula de medir a inteligência pelo potencial de amizade e solidariedade, eles seriam vitoriosos. Há mais de dois mil anos o pesquisador grego Plutarco narrou no seu livro "A inteligência dos Animais" a proeza do golfinho que salvou a vida do seu filho. Shakespeare mencionou na "Décima Segunda Noite" a estória de Arion, um poeta e músico que ao ver sua vida ameaçada por piratas, decidiu se lançar ao furioso alto mar. Um golfinho o resgatou e o levou até às margens, são e salvo. O nosso aventureiro Amyr Klink, no auge da sua solitude marinha, escreveu nos seus livros o quanto foi gratificante ter a companhia dos golfinhos nos momentos difíceis e decisivos das suas jornadas.
Os golfinhos da Baía de Todos os Santos são selvagens e desconfiados. Com sensibilidade à flor da pele, percebem logo, porém, quem os admira com respeito, não demorando muito para revelar a sua dócil e encantadora natureza. Os Sotália Fluvuatis não são os mais exibicionistas da família dos cetáceos, mas sem exceção partem na hora certa para a caçada noturna feita com ajuda do biosonar (sistema de captação de ondas sonoras) e após uma gestação de 10 a 12 meses dão vida a apenas um rebento. Resta agora acreditar que o ser vivo dito mais soberano e civilizado do planeta seja consciente o suficiente e aprenda de uma vez por todas a amar e preservar a sua própria natureza humana.
A TARDE OnLine
Editor: Marcos Venancio
Suporte: Elisandro Lima e Marcelo Barreiro
Curiosidades:
O golfinho tem um cérebro com peso absoluto de cerca de 1700 gramas que é superior ao do Homem ( cerca de 1450 gramas ) e o seu corpo de tamanho aproximadamente comparável.
A inteligência dos golfinhos deve-se ao facto de terem um cérebro grande e evoluído. Por isso aprendem facilmente o que lhe ensinamos , são capazes de imitar comportamentos que observam e até são capazes de deduzir soluções para problemas, segundo experiências realizadas com golfinhos para testar a sua inteligência.
Os golfinhos não podem dormir como os humanos para não se afogarem. Enquanto dormem também têm de respirar ; por estes motivo não podem dormir calmamente debaixo de água. Para evitarem este problema mortal , os golfinhos descansam metade do cérebro de cada vez , enquanto a outra metade mantem-se em funcionamento.
Quando estão a dormir , os golfinhos nadam devagar , vindo à superfície periodicamente para respirar. Outra vezes , mantêm-se a boiar à tona da água com o orifício respiratório voltado para cima.
A fêmea quando está prestes a dar à luz emite sons característicos e as suas companheiras de grupo juntam-se à volta dela para protegerem o golfinho bebê de possíveis predadores , nomeadamente tubarões.
As mães golfinhos dão palmadinhas nas costas das crias para as fazer arrotar, isto devido ao seu eficiente sistema de sonar comparando-se a uma "visão raios X".
O tubarão e a orca são os principais inimigos naturais do golfinho e este defende-se do primeiro e foge da segunda.
O golfinho aflito emite um "sinal de emergência", que imediatamente traz os outros indivíduos em seu auxílio.
No rio Tejo já houve golfinhos e o seu desaparecimento deve-se à poluição da água.
Existem pescadores que matam os golfinhos porque os consideram rivais na captura de peixe. Enquanto que existem tribos que unem esforços com os golfinhos para pescar. Desta forma , o Homem e o golfinho apanham mais peixe com menos esforço.
Todos os anos cerca de 100.000 golfinhos morrem afogados quando ficam presos nas redes de pesca.
Há locais onde os golfinhos são respeitados e admirados, fazendo parte de lendas que os dignificam ( falam dos golfinhos como se fossem deuses ou espíritos da natureza ).
Os golfinhos têm reputação de serem os animais marinhos mais simpáticos. Há muitas histórias de golfinhos que ajudam nadadores em dificuldades e muitas vezes são vistos a nadar ao lado de um barco, aparentemente , fazendo companhia à tripulação.
Do site:http://planeta.clix.pt/marta.golfinhos/sabia.htm
http://ovnis.serpadigital.com/artigos/artigo070600.asp
Inteligência Extraterrestre.
Pense qual seria o seu extraterrestre favorito da televisão ou do cinema. Consegue lembrar-se dele? Você deve supor que ele tenha uma inteligência brilhante e perspicaz, certo? Contudo, apesar dos filmes "Guerra das Estrelas" e "Caminho das Estrelas", eu não acredito que nossa Inteligência seja resultado de uma evolução proveniente de outros mundos. Desde o génesis, cinquenta milhões de espécies evoluiram no nosso planeta e só uma delas conseguiu criar e desenvolver o que hoje conhecemos como tecnologia. Sendo assim, por que é que só poucas criaturas são inteligentes, se a inteligência é uma das qualidades para a sobrevivência? Os mamíferos, por exemplo, não se caracterizam exatamente por serem os animais com grande capacidade de desenvolvimento da Inteligência, apesar disso são os mais evoluídos na escala evolutiva. Em relação à quantidade de espécies animais, ainda conhecemos só noventa e cinco por cento das espécies vivas invertebradas, sendo que a maioria das espécies rasteiras (vermes, minhocas) nem sequer foram classificadas ou descobertas. Do mesmo modo, existem um bilião de insectos perambulando pelo planeta. Se num grande cataclismo a humanidade fosse totalmente destruída, é pouco provável que conseguissem alcançar novamente os mesmos níveis de inteligência que atingimos até agora. Para o cientista historiador C. Owen Lovejoy a inteligência é o resultado de um simples acidente: "É evidente que nossa capacidade de adquirir e desenvolver conhecimento não é resultado de uma linha evolutiva específica e, muito menos, a resposta para um facto ou evento que possa ser avaliado, é bem mais provável que seja o resultado de uma série de eventos evolutivos muito específicos que, por sua vez, são provenientes de um processo de selecção natural no qual factores indirectos como a locomoção e a alimentação vêm determinando e realizando este desenvolvimento." Se a nossa inteligência é resposta para um mero acidente natural e, também como complemento, a nossa capacidade e habilidade matemática, linguística, artística e tecnológica, então, é pouco provável que em outros mundos diferentes do nosso, exista o desenvolvimento de uma inteligência igual. Inteligência e destreza mecânica parecem ser as habilidades necessárias para criar os aparatos que tornam possíveis a comunicação com o universo. Diante deste fato, qual é a probabilidade de encontrar- os em todo o universo, uma raça com as habilidades desenvolvidas neste mesmo nível, se neste planeta, raramente encontramos alguma espécie com capacidade de amadurecer uma destas habilidades? O biólogo evolucionista Jared Diamond na sua contribuição para a História Natural, disse que aqueles animais nos quais é possível detectar-se um leve desenvolvimento destas habilidades, nota-se que este desenvolvimento limita-se a apenas uma habilidade e não ambas, como por exemplo: a inteligência nos golfinhos e a destreza nas aranhas. Somente os chimpazés são capazes de desenvolver ambas, contudo até certo nível. Até o momento, as criaturas de maior habilidade na face da Terra são os ratos e os escaravelhos que, apesar de sua torpeza e ignorância, conquistaram a sua sobrevivência no planeta. Se no futuro conseguíssemos receber algum sinal de vida extraterrestre, muitos dos que formam as bases do pensamento sobre os mecânismos evolutivos, ficariam profundamente perturbados.
Estudos.
Os estudos de animais como os golfinhos têm limitações quanto às técnicas a utilizar. Nestes animais não são possíveis utilizar técnicas que funcionem com sedativos, devido ao perigo de afogamento . A capturação temporária também é uma técnica pouco segura . O ideal seria a recolha de amostras de tecido dérmico , utilizando dardos de penetração reduzida com uma ponta cortante . Uma desvantagem deste processo é pouca fidelidade das amostras.
Um dos métodos utilizados tem sido a observação direta dos animais a partir de pontos elevados na costa e a partir de pequenas de embarcações . Este método tem a desvantagem de ser muito cansativo, pois implica muitas horas de observação e resistência à fadiga, sol ou frio.
A observação direta dos animais permite a observação dos grupos, a contagem dos golfinhos, a descrição dos seus comportamentos e atividades , registo das suas deslocações e a mensuração da duração dos mergulhos. É bastante vantajosa pois os golfinhos reconhecem a presença dos observadores e comportam-se naturalmente . É desvantajosa em certos pontos:
- a observação é pouco pormenorizada devido á distância entre o observador e os golfinhos;
- estreito alcance visual do observador. Na observação a partir de pequenas embarcações existe uma aproximação dos observadores aos golfinhos , uma maior área de observação, e uma maior pormenorização do estudo com arquivo fotográfico, replecabilidade e fiabilidade do estudo.
Vantagem:
- permite o registo da deslocação;
- contagem de animais e mensuração da duração de mergulhos;
- monitorização e gravação dos sinais acústicos sub-aquáticos dos golfinhos;
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Desvantagens:
- maior cansaço e subjectividade dos observadores;
- maior custo;
- maior necessidade de pessoal e equipamento.
- O dimorfismo sexual é muito reduzido , sendo a sua distinção bastante difícil para o observador nestas duas técnicas.
Estas técnicas são as mais utilizadas na região do Sado.
É importante referir que esta região está bastante afetada pela poluição. A crescente poluição industrial ( estaleiros navais, celulose e papel, químicos, cimentos ), atividades portuárias, o turismo , lazer , atividades piscatórias , esgotos urbanos entre outras, constituem uma ameaça grave à sobrevivência do roaz-corvineiro, tursiops truncatus, população única em Portugal. Até à data, os animais têm conseguido sobreviver, graças à sua capacidade de adaptação a ambientes modificados pelo Homem. No entanto , é preciso não esquecer que a tolerância de qualquer espécie a profundas alterações ambientais não é ilimitada , tal como o prova a desaparição dos roazes do estuário do Tejo , durante a década de 60.
Outras técnicas são utilizadas em diversas partes do globo:
Capturação de grupos inteiros – técnica utilizada por exemplo no Japão , embora seja um verdadeiro massacre é útil pois recorre-se à análise do DNA das amostras recolhidas.
Capturação temporária - nesta capturação é possível o estudo do sexo de todos os animais , do seu tamanho , da sua idade ( contagem dos anéis de crescimento de um dente extraído ). Estuda-se também amostras sanguíneas donde se retiram informações sobre as condições reprodutivas ( a partir das concentrações de hormonas ), as relações genéticas entre este grupo e cargas poluentes.
Instalação nos golfinhos de rádio-transmissores - com a utilização desta técnica é possível o estudo detalhado das suas deslocações , estudo bio-acústico e comunicação.
O estudo em cativeiro é mais eficaz e seguro uma vez que conhecemos as características dos animais a estudar (sexo, idade, tamanho, peso e relação genética ).
Temos as condições favoráveis para realizarmos um registo fotográfico , gravação e realizarmos experiências no domínio da comunicação através da reprodução de sinais gravados. Ocorrem tentativas de comunicação linguística com os golfinhos. Experiências mostram que os golfinhos conseguem aprender e recordar linguagens simples , mas não a fala humana. Têm sido usados dois tipos de linguagem: sinais com as mãos e sons de computador , emitidos através de altifalantes submarinos. Embora o progresso seja lento , os cientistas já demonstraram que os golfinhos conseguem aprender "frases" com um máximo de cinco "palavras " e conseguem realizar tarefas simples , como procurar um objeto e mostrar onde ele está.
Os golfinhos estão soberbamente adaptados à vida no mar e muitas pessoas que exploram o alto mar , consideram os golfinhos como os cães pastores do mar , pois estes aprendem rapidamente e podem ser treinados para obedecerem a ordens dadas por um apito, tal como os cães pastores. Logo , os golfinhos são candidatos óbvios a nossos ajudantes no mar pois , apesar de todos os nossos progressos técnicos , ainda somos lentos e desajeitados debaixo de água.
Do site: http://planeta.clix.pt/marta.golfinhos/estudos.htm
Mais:
Golfinhos podem se reconhecer no espelho.
Quer falar com um golfinho? Basta assobiar.